
“Quando nada parece ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras,
martelando sua rocha talvez cem vezes, sem que nem uma só rachadura apareça.
No entanto, na centésima primeira martelada,a pedra se abre em duas
e eu sei que não foi aquela martelada que conseguiu
mas todas as que vieram antes.” ( Jacob Rus)
A turma do 7º ano da Escola Municipal Zélia Costa da Cunha, realizou nesse dia 13 de abril, uma visita ao Sítio Tanques (município do Jardim do Seridó-RN), atividade programada no projeto “Trilhas do Saber” de autoria do Prof.Mário Fernandes em parceria com professores de outras disciplinas, que visa favorecer a aproximação do aluno com o universo concreto da aprendizagem, incentivando o gosto pelos estudos e a uma maior compreensão de conteúdos escolares presentes na disciplina de História, Cultura, Artes, Geografia e outras áreas de conhecimento.Os alunos do 7ºAno puderam apreciar as
inscrições rupestres deixadas nas pedras pelos antepassados indígenas, observando as imagens esculpidas através do seu contorno feito com giz, devido o desgaste natural e o causado pela ação humana.
inscrições rupestres deixadas nas pedras pelos antepassados indígenas, observando as imagens esculpidas através do seu contorno feito com giz, devido o desgaste natural e o causado pela ação humana.A aula foi muito proveitosa, a paisagem era rica em espécies vegetais e animais. Era um verdadeiro refúgio de roedores locais como o preá.
Haviam verdadeiras “piscinas” oriundas do acúmulo das águas da chuva sobre as formações rochosas. No caminho, um cágado coberto pelo lodo que lhe rendia uma coloração esverdeada. O juá frutífero, o ar puro e todo o ambiente natural. Uma aula realmente diferente!Mesmo sob a ação do sereno, típico de um dia de manhã chuvoso, mas não muito comum em nossa região, pudemos observar a atividade humana responsável pelo desgaste do patrimônio rupestre: a exploração da pedra.
A observação do trabalho árduo e persistente daqueles que cortam as pedras para formar calçamentos e outros fins, rendeu outros tipos de reflexão, fora a conscientização ecológica. Revelou a face da dura realidade de vida das pessoas que não perseveram na trajetória escolar, desistindo dos estudos por várias razões.
Que essa aula renda vários frutos como o juazeiro, que os alunos roubaram a sua sombra molhada para provar seu fruto, e que a natureza nos ajude a dar as melhores respostas para a nossa consciência na expectativa de um futuro bom. Ações e palavras de um futuro bom!Karina Ramos de Araújo (Supervisora Pedagógica)
Mário Fernandes Sobrinho (Professor)
Do Blog: Em breve todas fotos da viagem!
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