Quinta
feira, dia 10 de abril de 2014 os alunos do 4° e 5° anos da Escola
Municipal Professora Zélia Costa da Cunha visitaram o Sitio Tanques, cumprido
programação do Projeto Trilhas do Saber que visa na edição 2014 aprofundar os conhecimentos
pertinentes às diferentes disciplinas escolar, viabilizando maior possibilidade
de compreensão, significância e envolvimento dos alunos, através da vivência
extraclasse com o objeto de estudo presente no âmbito histórico, científico,
geográfico, artístico e cultural do Nordeste Brasileiro, fortalecendo entre os
alunos valores éticos e morais.
O
Sítio Tanques está situado no Município de Jardim do Seridó, à direita da BR
427 no destino Jardim do Seridó/Acari e dista 10 Km da cidade, 08 no asfalto e 02 de estrada
carroçável. O sítio possui um relevo acidentado rico em pedras e lajedos o que contribuiu
outrora para abrigar os indígenas nômades que se deslocavam pelo sertão em
busca de caça e pesca para sua sobrevivência.
As cacimbas talhadas nas pedras, dentro
do riachos que cortam a caatinga, por força e obra das águas que desciam rumo
aos rios, possibilitavam uma reserva de água que dava aos índios uma garantia
de não perecer pela sede em seus deslocamentos e isso foi talvez um fator
decisivo para que aquela área fosse usada por eles como abrigo em suas andanças
pelo Sertão.
É notório também que naquela área a
vegetação possui um porte mais avantajado em relação a outras áreas da
Caatinga. Rico em catingueiras, mufumbo,
pereiros, juremas, cactáceas de várias espécies, craibeira e faveleiras
o espaço oferecia áreas sombreadas no período das chuvas e também em grande
parte do período não chuvoso, assim os índios podiam encontrar uma fauna mais
abundante em relação a outros espaços.
A presença do índio
pode ser atestada nas poucas inscrições que ficaram preservadas em alguns
lajedos ali existentes, nas terras de Dona Pretinha no sangradouro do açude. O
grande paredão rochoso que existia ali perto e que continha uma variedade
riquíssima de inscrições, registradas pelo professor José Nilton e Marcos,
Jardim com seus alunos na década de 90, foi devastado no decorrer dessa década
pela ação devastadora dos quebradores de pedra para calçamento.
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